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Há 90 anos o norte do Paraná recebeu visitas ilustres

"Descobri um ferroviário que estava presente na visita do príncipe e conversei com Bráulio Barbosa Ferraz, que era o último filho vivo de Barbosa Ferraz, em 1979. Quando chega ao Paraná o príncipe vai visitar a fazenda de Barbosa Ferraz e passa quase o dia todo em Cambará. No fim do dia, ele segue para Cornélio Procópio e quando chega a estação pede ao general se tinha uma cerveja brasileira", lembrou o historiador Ninger Ovídio Marena


Era 1931 e cidades da região começavam a se desenvolver com a chegada da ferrovia.


A construção da linha do trem foi possível porque grandes agricultores da época contaram sobre a fertilidade do solo e as riquezas que poderiam ser geradas para empreendedores ingleses. A partir da influência de Lorde Lovat é que a família real Britânica passou a investir no estado.


A visita do príncipe Gales, que a época era preparado para assumir o trono do reino unido, e do seu irmão príncipe Albert, pai da rainha Elizabeth ||.


A comitiva britânica esteve no Paraná nos dias 30 e 31 de março de 1931, depois dos príncipes conhecerem o Rio de Janeiro.


A visita não foi oficial, o Príncipe de Gales, que era chamado de 'grande agente de vendas', quis conhecer o local onde o governo britânico estava investindo dinheiro e como estava a construção da ferrovia que ligava o Paraná ao interior de São Paulo.


Os príncipes chegaram em Cambará e depois seguiram para Cornélio Procópio. A visita real é relembrada pelo historiador Ninger Ovídio Marena, autor do livro "Uma Trem para Leoflora".


Neste resgate histórico, o Ninger Marena descobriu que o Príncipe de Gales era uma pessoa sem pompa ou exigências mirabolantes. Em terra paranaense ele pediu cerveja, recusou grande banquete de boas-vindas e falou em espanhol com operários que estavam construindo a linha do trem.


Em Cornélio Procópio, a visita agitou a cidade nos dias que antecederam a chegada da comitiva. Moradores construíram um pórtico de madeira, esculpiram a palavra "Welcome" e instalaram lâmpadas, para que na hora que o futuro rei da Inglaterra chegasse tivesse uma boa impressão. No entanto, as luzes não acenderam.


Nos planos originais, o Príncipe de Gales e o pai da rainha Elizabeth II seguiriam de Cornélio Procópio até Londrina, que à época se chamava Patrimônio Três Bocas, de carro. Eles seriam recebidos com festa em um hotel. Entretanto, uma chuva forte impediu os visitantes de seguirem rumo a capital do Café.

"O pessoal de Londrina ficou decepcionadíssimo porque todos achavam que ele chegaria em Londrina. Mas, lamentavelmente, chovia muito e, como a estrada estava muito lisa, a floresta era muito densa, isso não aconteceu", detalhou Ninger Ovídio Marena.


Mesmo com a estrada escorregadia, o príncipe e a comitiva seguiram em direção à Jataizinho. Os carros derraparam bastante no trajeto e eles decidiram retornar. O Príncipe de Gales voltou a pé.


Artigo de Rebeca Cheron de Oliveira

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