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Eu sobrevivi

Vejamos relatos de pessoas que pegaram Covid e estão aqui para contar a história.




Elisângela Mantagute 41


“Tive os primeiros sintomas em 13 de fevereiro, parecia uma sinusite. Mesmos sintomas e muito cansaço, no dia 14 e 15 perdi olfato e paladar.


Resolvi procurar ajuda médica. Fui no PS do Hospital Vitta BR. Recebi receita de remédio para dor ou febre apenas. No mesmo dia fiz o teste do cotonete e resultado positivo saiu no dia seguinte.


Os dias seguintes foram de dor no corpo, cansaço, dor de cabeça e muita sede.


Os sintomas foram se dissipando e usei apenas paracetamol nesse período.


No dia 24 voltei ao trabalho.


Recuperei paladar, mas ainda não o olfato completamente.


Sinto uma dor no nariz e ressecamento que ainda não tenho certeza ser da Covid.


Sigo atenta e com todos os cuidados: máscara, álcool, distanciamento.


Mas o pior da doença é o medo de ter transmitido o vírus para alguém, ficar longe das pessoas que moram com você (fiz isolamento em casa no período indicado pela médica do Vitta). E o medo diário de agravamento dos sintomas.” Depoimento de Elisangela Mantagute





Eloi Stankevecz 68 e esposa Ana Velloso Stankevecz 65.


“A Ana no dia 10/3/2021 a noite começou a ficar com o corpo dolorido, febre, diarreia, moleza. No dia seguinte 11/3 suspeitamos que era COVID-19, procuramos um médico Pneumologista, fizemos o teste COVID-PCR e foi constatado COVID-19 variante Amazonas (mais agressiva). Eu também fiz o teste e resultou positivo, mas estava até então assintomático. Fizemos tomografias, a Ana acusou 10% de comprometimento do pulmão, eu menos de 5%.


Começamos a tomar os medicamentos prescritos pelo médico, antibiótico, corticoide, anticoagulante, isolamento e tomando bastante líquidos. Mesmo com todos os cuidados pegamos o vírus em casa, de uma pessoa que teve contato com a Ana.


Compramos termômetro e um oxímetro, e passamos a controlar temperatura e respiração em casa.


Cinco dias depois, no domingo, mesmo medicados passei a ter febre, mal estar, mas aos poucos fui melhorando. A Ana no dia 14/3 por volta da meia noite começou a cair a oxigenação, estava em 94, baixou para 89 e em questão de 20 minutos caiu para 86.


Coloquei ela de bruços (melhora a respiração), liguei para o médico que nos assistia, pediu que reenviasse para um Hospital. Chamei uma ambulância que viesse com oxigênio, chegaram em meia hora, ficando de bruços a oxigenação se mantinha em 90. Naquela noite os Hospitais estavam lotados e segundo o médico da Ambulância, levaria para uma UPA e teria de ficar em uma maca. Como a oxigenação estava estável em 90, optamos por tentar conseguir oxigênio.


Uma das Empresas me forneceu um concentrador de oxigênio, um aparelho não muito potente, mas foi o suficiente para estabilizar a oxigenação dela em 93/94 o que permitiu, sob monitoração, permanecer o tratamento em casa com indicativo de que se piorasse precisaria de UTI.


Nova tomografia acusou 35% do pulmão atacado. Aos poucos a febre cedeu, passou a fazer fisioterapia, foi melhorando ficou com oxigênio até o dia 03/4 e em 07/4 o teste COVID acusou que não estava mais com o vírus. Teve alta médica, só precisando continuar com medicação com menos dosagem e fisioterapia por pelo menos 45/60 dias.


Eu, no 15ᵒ dia, estando melhor, o médico Pneumologista diminuiu a dosagem do corticoide, mas estado febril e mal estar voltaram. Aumentou a dosagem do corticoide e melhorei.


Estando bem, só sem sentir cheiro e paladar, algumas noites sem sono, em alguns momentos me sentindo um pouco cansado, no dia 03/4 refiz o teste do COVID-PCR e acusou que continuo com o vírus no organismo.


Em 09/4 estava assintomático, isolado ainda usando máscara dentro de casa e em distanciamento inclusive da Ana pois pode ocorrer de eu estar ainda transmitindo o vírus. Na segunda feira dia 12/4, fazendo 31 dias, faço novo teste COVID-PCR, expectativa de ter eliminado de vez esse vírus e vencido mais esse desafio na vida.


Hoje eu me sinto um pouco cansado, não sinto cheiro nem sabor. As vezes a musculatura repuxa como se fosse câimbra.


A Ana, como teve 35% do pulmão comprometido, até agora está fazendo fisioterapia e também sente cansaço, mas está sem outro sintoma.” Depoimento de Eloy Stankevecz


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