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Dia das mães

Mãe é aquela pessoa que cria o seu filho com todo amor, carinho, zelo e afeto. Mãe é aquela pessoa que fica noites em claro cuidando do seu filho adoentado, escutando seus problemas, sentindo as dores que eles sentem e comemorando e vibrando junto com suas vitórias.

Mas mãe não é só a progenitora e sim aquela que da o seu amor a uma criança que não foi gerada por ela. Pois o amor de uma mãe supera barreiras, preconceitos, raça, cor, sexo, sabendo disso vamos ver histórias de mães que adotaram seus filhos contada por elas mesmas.


“Em 2014 recebi a notícia que tive menopausa precoce e não poderia engravidar. Meu esposo também tinha uma pequena porcentagem de fertilidade, então, como queríamos ser pais, partimos para adoção.


Desde quando os levamos para casa, embora muito pequenos, sempre deixamos claro que eles eram nossos filhos do coração. Minha filha que é um pouco mais velha, lida com naturalidade, já até me disse que não quer um bebê da barriga, quer adotar como a mamãe fez.

Somos abençoados. Ambas as famílias, minha e do meu esposo esperam ansiosamente pelos nossos filhos e hoje amam com todo amor. Nossos amigos partilharam junto toda nossa espera até o dia do anúncio da chegada dos meus filhos.


Acredito que os desafios sejam mesmo que uma mãe biológica. A maternidade não vem com manual e se aprende a ser mãe no dia a dia, com os erros e os acertos.


Meus filhos vieram com um agravante da genitora alcoólatra. Eles têm SAF - Síndrome Alcoólica Fetal. Por conta disso precisam de alguns cuidados especiais tanto clínicos quanto em estímulos na aprendizagem. Mas faço isso com muito amor. Eles são meus presentes e cuido com muito zelo.”


Lilian Oliveira





“Após 8 anos tentando engravidar através de 3 inseminações artificiais e 1 fertilização in vitro, resolvemos que estava na hora de entrar com processo de adoção, pois eu na realidade sou adotada, pela minha madrasta, meu pai era viúvo e casou de novo quando eu tinha apenas 6 anos.


Então, para nós isso era super normal, não


deu certo a FIV partimos para o processo.


Meu filho Alisson Eduardo chegou em casa com uns 3 a 4 anos, dizendo q tinha neném na minha barriga, aproveitamos essa deixa, para contar a verdade para ele, que ele nasceu da barriga de uma mulher e que ela não pode cuidar dele e deu para nós cuidarmos, de tanto ele quanto sua irmã Anna Luiza, escutam isso desde pequeno, e falamos que eles nasceram do nosso coração. Alisson foi adotado com 1 ano e 5 meses e Anna Luiza com 9 meses.


Como era muito pequeno, não deu muita importância, mas até hoje com 8 anos e ela com 7, eles já têm noção disso e nem ligam mais. Para eles somos seus pais e pronto.

Não existiu preconceito, graças a Deus, todos os abraçaram de uma forma espetacular, nenhum preconceito.


O maior desafio, como qualquer mãe, seja biológica ou não, é que filho não vem com manual, cada um tem o seu jeito.


Alisson apresenta Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) e precisa de uma atenção maior, pois, tem medo da rejeição. Faz terapia, fono, etc...


Anna já é um pouco mais tranquila com relação a isso. Mas, é geniosa.


Meu marido diz que nunca percebeu diferença entre o filho biológico dele do 1° casamento, o amor é incondicional da mesma forma.


Quanto a carga genética, o que mais sentimos diferença é quando estamos no médico e não temos detalhes genéticos deles, tipo, altura dos genitores, etc... o restante é tudo moldado e procuramos ensinar da melhor maneira possível.

Faço o que posso por eles, procuro ajudar para que lá na frente sejam pessoas de bem.”


Glorinha Vanelli Silva



“Eu tenho 3 lindas filhas biológicas, minha menor já estava com 10 anos e resolvemos adotar um menino. Entramos na fila da adoção, fizemos o curso e ficamos aguardando, a única descrição que coloquei na ficha foi que queria um menino que tivesse de 3 a 6 anos.


Aguardei 5 anos e eu nem esperava mais ser chamada, um dia ligaram de Campo Mourão, que tinham pego nosso cadastro e que tinha um menino de 6 anos querendo uma família.


Fomos para lá conhecer a criança, o juiz Doutor Edson nos mostrou fotos e quando conhecemos a criança pessoalmente

ficamos encantados, passei o fim de semana com ele e durante 30 dias conversamos por vídeo.


O juiz pediu para voltarmos para Campo Mourão e quando chegamos nosso filho se jogou em meu pescoço, me abraçou e me chamou de mãe, foi emocionante.


Trouxemos ele mediante documentos e guarda provisória, ficamos por 3 meses, tivemos visitas da Assistente social e o Juiz nos concedeu o documento do menino em nosso nome.


E assim nasceu o Bryan em nossos corações, uma criança maravilhosa, linda, carinhosa, amorosa, inteligente, um amor de menino e o amor que sinto pelas meninas sinto igual por ele.


No inicio o Bryan falava das coisas horrorosas que a mãe biológica fazia, ai eu fui pedindo para ele virar a página e ele realmente virou, quando ele assistia jornal e lembrava de coisas que ela fazia, então fui evitando deixar que ele visse jornal e com o tempo ele foi esquecendo e hoje não fala mais nada.


Para mim o Bryan é um presente de Deus.”


Lurdes Farias



“A ideia de adotar uma criança surgiu quando me casei, pois meu esposo não poderia ter filhos, ai amadurecemos a ideia e fomos a luta. Como eles já eram crescidos já sabiam que iriamos adota-los e seriam nossos filhos.


O meu mais novo, na época 5 anos, não aceitava ser adotivo, por não ter nascido da minha barriga, mas isso é um trabalho de formiguinha que no nosso dia a dia construímos, hoje ele esta com 10 anos e aceita muito bem.


Não tive problema com preconceito, minha família aceitou muito bem.


Os desafios são os mesmos de um filho gerado, a diferença é o amor e o respeito que se constrói.


As impressões se formam com o tempo, a carga genética isso não nos importa porque temos que ensinar de tudo, pois na vida anterior nada de bom foi ensinado, valores, a educação, o respeito e o amor vem com os dias.”


Ana Paula Bacaroglo



Na verdade, não era a intenção de adotar, entrei no programa de famílias apadrinhadoras aqui do município a 12 anos e com o passar dos anos nossa afetividade só fortaleceu, porém meu ex marido nunca aceitou a adoção, e quando nos separamos não vi mais empecilhos em adota lo. A dois anos entrei com o processo de adoção e a um ano consegui a curatela dele.


Gabriel viveu em instituição desde os 6 anos de idade aproximadamente quando ficou órfão de pai e mãe, eu conheci através do meu trabalho no Creas, fazíamos algumas atividades com as crianças do Albergue Municipal e na época iniciava o Projeto das Famílias apadrinhadoras e me interessei a participar! Desde então começou a conviver com nossa família e sucessivamente nossos laços se fortalecendo cada vez mais.


Aos 18 anos nos deparamos com a necessidade de ele sair do Albergue Municipal, iniciando assim uma grande angustia misturada com preocupação, para onde ele iria! Tentei convencer meu marido, mas não resolveu, aí começamos uma busca de alguma instituição que acolhesse nosso menino, conseguirmos uma casa de idosos que não era o adequado, mas diante das opções que apareceram era a mais viável para não perdermos os laços, e assim ele viveu até ano passado, desde então convive conosco!


No meu caso muitos por ele ter uma deficiência intelectual e pela idade avançada, pois estou tendo que educar, inserir ele na sociedade, alfabetizar, ensinar ele a ser independente devido o fato de sempre ter sido institucionalizado, enfim, ensinar ele a viver e a sobreviver!


O que facilita muito é eu ter conhecimento pedagógico, meus filhos principalmente Heloísa de 7 anos é o espelho para ele!


Foi marcante o dia que fui busca lo e disse que o juiz o deixou morar conosco, foi o momento mais marcante para nós!


Muito preconceito, muito mesmo, por todos os motivos possíveis, vindos até de pessoas que jamais imaginei que teriam, mas o mais importante é que meus filhos sempre o aceitaram, o que me deu força pra nunca desistir!


No meu caso, não percebo muita diferença da nossa família, parece que saiu do meu ventre de tanta semelhança, até mais que os meus biológicos.”


Jocelaine Hemam da Silva



“Resolvemos adotar um filho, eu e meu marido quando descobrimos que eu não podia ter filhos e os tratamentos me faziam passar muito mal. Conversamos muito, mas o fato de ser adotada facilitou muito.


Não contamos que ele é adotado por recomendação do neurologista.


Tivemos muitos problemas de preconceito dos familiares, inclusive ocorreram várias situações constrangedoras.


Os principais desafios de ser mãe de uma criança adotada são desconhecer as condições de gestação e possíveis problemas genéticos. Ficam muitas dúvidas principalmente nos primeiros meses.


Essa foi a parte mais angustiante até fecharmos um diagnóstico. José Antônio nasceu PcD Pessoa com deficiencia.


Hoje, com o avanço das pesquisas a situação ê bem mais fácil; além disso os avanços da legislação inclusiva melhoraram muito a vida das pessoas PcD.


Na época do José pequeno, eu fiz a inclusão na marra, quebrando as barreiras atitudinais.”


Narli Blanco Resende Pinto de Souza




“Eu e meu esposo já tínhamos esse desejo, gerar um e adotar outro. Quando fiz exames para iniciarmos tentativas o ginecologista verificou que eu estava com miomas (a princípio eram quatro miomas), ele achou necessário fazer cirurgia porque eram grandes, após a cirurgia fiquei sabendo que eram oito no total, me pediu um período de seis meses para voltar as tentativas de gravidez.


Após esse período ficamos um pouco mais de um ano tentando sem resultados e então retornei ao médico para saber o que estava acontecendo, ao fazer o exame histerossalpingografia que mostrou as duas trompas obstruídas. Tive meu momento de luto, pois desejava muito esse filho. Foi nesse momento que meu esposo voltou a sugerir a ideia da adoção. Então começamos a pesquisar e ler sobre o assunto.


Nossas filhas já chegaram conhecendo um pouco de sua história. O que fazemos no dia a dia é reforçar que agora essa é a casa delas e que são nossas filhas para sempre. Elas se adaptaram muito bem desde o início, houve uma ligação muito grande, parece até que elas sempre estiveram aqui.


Acho que não chega a ser preconceito, mas falta de informação sobre adoção, não estamos fazendo caridade e sim houve um desejo de sermos pais e elas de quererem uma família.


Houve uma aproximação cheia de amor e carinho de parentes, amigos e vizinhos desde o início, elas sentem essa onda de amor em torno delas.


Primeiro que as pessoas sempre falam que é a mesma coisa de se ter um filho gerado, eu digo que não, porque de repente de dois fomos para quatro pessoas em casa, ou seja, de repente uma família (duas crianças em idades próximas 5 e 7 anos, independentes em muitas coisas), aprendemos a cada dia com elas, temos muitos momentos de conversas em família para expor as regras da casa e resolvermos os conflitos, esse é um dos desafios.


Como todas as famílias temos muitos momentos difíceis sim, mas de verdade elas são tão parecidas com a gente, principalmente a personalidade. Claro que estamos sempre observando suas ações desde as brincadeiras até as falas porque sabemos que suas histórias chegaram carregadas de fatos que influenciaram e as formaram até chegar aqui. O que podemos fazer hoje é oferecer um ambiente seguro e tranquilo para que elas formem novas conexões positivas, que elas cresçam saudáveis, com amor e limites. “


Suely Silvestre



“Tivemos a ideia de adotar uma criança em 2001 e logo nos cadastrados para fila de adoção, entrando com toda documentação exigida. Esperamos por seis anos e em 2009 ela veio.


Aos 4 anos começamos contar para ela histórias de animaizinhos e criancinhas que os pais as vezes não podem criá-los por alguma razão e dão para outra pessoa. E com isso fomos falando que a mulher que a teve não podia ficar com ela e entregou para adoção.


Como ela sempre foi uma menina muito esperta entendeu perfeitamente e hoje ela só quer saber de nós. Não tem interesse em conhecer o outro lado.


Preconceito sempre existe, no nosso caso só no começo algumas pessoas nos chamavam de loucos por causa da minha idade avançada; quando ela veio eu estava com 55 anos.


Os desafios de se ter uma criança adotada são os mesmos de se ter um filho biológico. O amor, cuidados, responsabilidades são os iguais (talvez até um pouco mais).


Quanto a impressões, carga genética que vem da mãe biológica é difícil dizer porque não a conhecemos então tratamos nossa filha como se fosse do nosso próprio sangue. Matilde

Venzke e José Aparecido da Silva


Fonte: Redação

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