ABISMO
- Jornal do Juvevê
- 12 de out. de 2021
- 2 min de leitura
Em homenagem ao Dia das Crianças, o poema ou prosa poética da semana é da poetisa Emanuelly Figueiró (13 anos).
Para que possa entender o que é uma prosa poética.
A prosa poética é prosa que quebra algumas das regras normais da mesma para atingir uma imagem mais formal e sofisticada ou uma maior transição emocionalmente tensa. Como forma poética específica, a prosa poética originou-se no século XIX na França.

Com a saudade de ser criança, brinco de me apaixonar; com os medos da infância, corro da escuridão com refúgio para a luz, em busca de um dia achar uma paixão, como uma sensação de nostalgia, uma grande família festejando e o barulho da cantoria ao fundo.
Vejo que não estou mais em uma ilusão. As coisas não são mais brincadeiras, a morte não é "café com leite". Com saudade do carinho de vó, mas sem poder olhar para trás – como o pai fala para o filho quando o ensina a andar de bicicleta –, na vida, os que olham para trás caem.
Na criatividade das crianças existe milhões de universos, na inocência o mais puro amor e aos infelizes adultos – que se recusam a entender como é ser criança, como se machucasse falar do tempo de criança – resta miséria e saudade das brincadeiras infantis, da mais pura alegria e felicidade.
Os adultos deixaram que o dinheiro e as recompensas se tornassem fonte de “alegria”. Dessa forma, o mundo de giz de cera se acaba, as cores se acabam, as fantasias coloridas se transformam em uma máscara sorrindo que, quando cai, se transforma na verdadeira face da dor e da angústia de deixar de ser criança.
Emanuelly Figueiró
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