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A nova política no Paraná

Novos rostos estão surgindo e uma nova geração está fazendo uma política diferente.

Pessoas querem mudar a concepção de política, da velha política, do toma lá dá cá ou do favorzinho.

Jovens que chegaram “dando chute na porta”, mostrando que a política mudou e que agora o que rege é o trabalho e a força de vontade.

A velha política está acabando. O povo está mais esclarecido, cobrando, indo às ruas, “metendo a boca no trombone”.

Nessa série de entrevistas, vamos conhecer a nova geração dos políticos paranaenses.


Carol Dartora (PT)

“Sou Carol Dartora tenho38 anos e minha profissão é professora de História na rede pública estadual do Paraná.


Sou a primeira mulher negra eleita vereadora na história de Curitiba, fui a terceira candidata mais votada nas eleições de 2020. Professora de História, mestre em Educação. Feminista negra, militante da Marcha Mundial das Mulheres e do Movimento Negro. Dirigente sindical, sou secretária estadual da Mulher Trabalhadora e dos Direitos LGBTQIA+ na APP-Sindicato.


Não. Primeiro porque a nova safra é bem reduzida, perto da safra antiga. A gente elegeu algumas mulheres, tivemos algumas coisas novas, como a mulher mais votada da cidade e a primeira mulher negra eleita na história de Curitiba, mas o número de mulheres, por exemplo, continua exatamente o mesmo na nossa cidade. Além disso, a nova política não se resume a novas pessoas eleitas, mas sim a uma nova forma de ver, uma outra consciência, uma outra compreensão, um outro jeito de fazer política. Isso é uma nova política. Muitas vezes, as pessoas novas que entraram não trazem consigo a nova cultura política, então reproduzem muito do velho. Então, eu acho que a gente tem muito por fazer e que essa safra nova não significa novidade.


Eu decidi entrar na política porque eu cheguei a compreensão de que pra gente promover as mudanças que a gente precisa, mudanças que têm potencial de melhorar as condições de vida da nossa população, é através das políticas públicas, é através desse espaço de efetivação das normativas da vida em sociedade.


Eu acho que mudou sim. A gente está num momento de extremo conflito social. Isso significa que existem consciências diferentes em disputa. A gente conseguiu perceber, por exemplo, como as pessoas jovens, que estavam fazendo seu primeiro voto, buscaram votar em candidatos jovens também, em novos perfis. Então, o perfil do eleitorado está mudando sim, está ficando mais crítico. Não só entre a juventude, mas aos poucos vai se desmistificando aquele ditado de que política não se discute. Aos poucos a gente vai caminhando para consolidar a nossa democracia e ter realmente participação social.


Apesar da gente não ter a quantidade de mulheres que a gente deseja, a quantidade de negros e negras que a gente deseja, a gente viu entrar nas câmaras municipais de todo Brasil mulheres trans, mulheres negras, homens negros, jovens. Então o perfil não mudou totalmente, mas mudou um pouquinho.”



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